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Curitiba terá regras mais rígidas para proteção das araucárias

Os integrantes da Comissão Deliberativa das Araucárias deram início às discussões sobre o refinamento das regras para a proteção das árvores de Curitiba. O objetivo do grupo é rever os critérios e promover alterações necessárias na legislação municipal para garantir maior efetividade nos procedimentos de proteção atualmente vigentes.

De acordo com a superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, é um movimento importante em direção a uma gestão mais eficiente dos recursos naturais. “Além de ser um símbolo do Paraná, a araucária está ameaçada de extinção e apenas com ações mais efetivas vamos conseguir garantir que os exemplares dessa espécie sejam devidamente protegidos em nosso município”, explicou.

Rigor

A conversa aconteceu durante a segunda reunião da comissão instalada pelo prefeito Rafael Greca para deliberar sobre os pedidos de corte e supressão das araucárias. Foram analisados 36 processos e apenas um deles foi indeferido. Nos demais, foram constatados riscos de queda, pois as árvores estavam desvitalizadas.

Quase metade dos processos analisados terá atenção especial. Treze árvores que tiveram corte autorizado estão com suspeita de morte provocada, segundo os integrantes da comissão. Os indícios serão investigados e, caso sejam constatadas ações para prejudicar as araucárias, os responsáveis poderão ser punidos. As multas podem chegar a R$ 4,5 mil, além da reposição das árvores, conforme legislação.

Além das araucárias

A comissão também abordou a conservação de áreas naturais de Curitiba (Floresta com Araucária, Campos Naturais, Matas de Galeria e Banhados) como uma demanda estratégica na agenda da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. De acordo com os integrantes, é preciso avançar em mecanismos também para manter e conservar o patrimônio natural de Curitiba e de toda a Região Metropolitana.

Participaram a subprocuradora do município, Rosa Maria Alves Pedroso; a diretora de Pesquisa e Monitoramento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Josiana Saquelli Koch; o diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clóvis Borges; e o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Flávio Zanette.

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