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Conheça Araucária

Araucária é um município brasileiro do estado do Paraná. A população estimada pelo IBGE em 2013 é de 129.209 habitantes.

 

Etimologia

De origem geográfica, constitui-se em referência à enorme reserva de mata nativa existente ao tempo da povoação do município. Esta mata, composta de espécimes da espécie Araucaria angustifolia, ou pinheiro-do-paraná, é comum nas zonas mais frias.

 

História

As primeiras movimentações do homem branco no atual município de Araucária, remontam ao ano de 1668, período em que Domingos Rodrigues da Cunha recebeu uma sesmaria, doada pelo Capitão Povoador, Gabriel de Lara, o homem forte do Paraná daquele período.

Outras sesmarias foram doadas a seus filhos Luíz e Garcia Rodrigues Velho,  e situavam-se na Passagem de Apiaúna, fazendo divisas com o Rio Iguaçu, que naquela época recebia a denominação de Rio Grande de Curitiba.

Estas famílias iniciaram roçadas, lançaram as primeiras sementes e o lugar passou a ser ponto de referência. Alguns anos após desenvolveu-se um povoado que recebeu a denominação de Tindiquera. A ocupação foi relativamente rápida e ali se estabeleceram o cirurgião Paschoal Fernandes Leite, capitão Manoel Picam de Carvalho e muitos outros.

A origem histórica de Tindiquera, de onde provém o município de Araucária, merece um capítulo à parte na historiografia paranaense, pela sua riqueza. Consta que residia na pequena Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, mais tarde Curitiba, a numerosa família dos Maia, de homens valentes e impetuosos e que mantinham relações conturbadas com as autoridades e outros povoadores do lugar. Os seguidos incidentes deram-lhes a condição de personas non gratas na incipiente Curitiba, chegando ao ponto de serem obrigados a se afastar da vila e a refugiarem-se em lugar distante, a fim de evitar a ação da justiça, que os perseguia, assim como a vingança do povo. O local escolhido pela numerosa família Maia foi exatamente o povoado de Tindiquera, situado às margens do Iguaçu e bem em cima de uma antiga aldeia indígena.

Em 1876 a região recebeu forte fluxo imigratório de russos, poloneses e alemães, que numa ação conjunta deram progresso ao lugar através da Colônia Thomaz Coelho.

O advento da República encorajou a comunidade a elaborar um abaixo-assinado, que foi devidamente encaminhado ao governo do estado, através do deputado Victor Ferreira do Amaral.

Em 11 de fevereiro de 1890, pelo Decreto Estadual nº 40, sancionado pelo governador José Marques Guimarães, foi criado o município, com território desmembrado dos municípios de Curitiba e São José dos Pinhais, e com denominação alterada para Araucária. A instalação oficial deu-se no dia 1º de março de 1890. O primeiro prefeito do município foi Manoel Gonçalves Ferreira.

Pela Lei nº 1.055, de 5 de abril de 1911, foi criado o Têrmo Judiciário de Araucária, cuja instalação foi em 4 de junho de 1911. Em 19 de abril de 1919, através da Lei nº 1.908 foi elevado à categoria de Comarca, e a instalação foi feito por Estanislau Cardoso no dia 14 de maio do mesmo ano. Através do Decreto-Lei nº 93, de 14 de setembro de 1948, voltou à categoria de Têrmo Judiciário, e em 25 de janeiro de 1949 foi elevado novamente à categoria de Comarca, desta vez tendo sido instalada por Luiz de Albuquerque Maranhão Júnior.

 

Economia

A exploração comercial da madeira iniciou-se na Freguesia do Iguassú a partir do século XIX, até a década de 1930, quando entra em crise pela devastação das reservas. Os moradores de Araucária ainda se dedicaram à exploração da erva-mate até a década de 1940, quando houve o declínio das exportações para a Argentina, que se tornou auto-suficiente. Este trabalho era uma atividade exclusivamente masculina.

O crescimento econômico da região proporcionou a abertura de mercado para outras atividades geradoras de emprego para a população como olarias, cerâmicas, moinhos, fábricas de palhões, de massa de tomate, de caixas de madeira, de linho, de fósforo, de balas, de bolachas e torrefação de café.

Em 1972, com a instalação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas e em 1973 com a criação do CIAR (Centro Industrial de Araucária), ocorreu um crescimento bastante acentuado e uma inversão no quadro populacional, econômico e social do Município, em que a população urbana passou a superar a rural com a vinda de um contingente populacional de vários pontos do país e a economia que se baseava na agricultura e pecuária passou a ser predominantemente industrial/urbana. A partir da década de 1970, ocorreu uma acentuada industrialização da cidade, totalizando o segundo maior parque fabril do estado, apenas atrás da capital. Dentre as indústrias instaladas na cidade é possível destacar: Vale Fertilizantes, CSN Paraná, Siderúrgica Guaíra (Gerdau), Berneck, Cocelpa, Imcopa, Tri-Sure, Hübner Auto Linea, AAM do Brasil, Filtros Mil, Dyno do Brasil, Adesi, Gonvari do Brasil, Haus Technology, Trane e Novozymes. É importante destacar que, possuindo tantas empresas de grande porte, Araucária configura-se como a segunda cidade mais rica do estado do Paraná, perdendo apenas da capital, Curitiba. Outro fato interessante na cidade e a disposição social das pessoas: de um lado, temos os primeiros habitantes da região, os eslavos, especialmente os poloneses, os quais compõem ainda hoje uma numerosa comunidade no município – a zona rural da cidade é dominada por essa população descendente de poloneses. O outro grupo é o de pessoas que vieram morar em Araucária pelo progresso da cidade: são pessoas do interior do Paraná e Brasil afora que se mudam para a cidade, formando hoje uma parcela significativa da população local. Bairros como o Industrial, composto por 30 mil moradores, são expoentes dessa nova população.a populaçao chamada de riu gaurani.

 

População

A população atual é formada por nordestinos em geral e por descendentes dos primeiros habitantes da região (luso-brasileiros, índios e negros) e de imigrantes poloneses, italianos, ucranianos, sírios, libaneses, alemães, japoneses e por ainda por migrantes vindos de outras regiões do Paraná e do Brasil atraídos pela industrialização, a partir da década de 1970. Segundo estimativas não-oficiais, a previsão é de que o município atinja seus 200 mil habitantes em 2020.

Devido ao grande número de imigrantes eslavos, sobretudo poloneses e ucranianos, a cidade preserva algumas tradições destes povos, como festas típicas, missas em língua polaca e ucraniana ucraniana, através da escrita e da fala destas, pela música, que conta com diversas bandas como Coração Nativo, Celso Taborda, Bela Vista, Os Gaideski e Cia Polska Zabawa dentre outras da região, animando festas e bailes principalmente nas colônias de descendentes polacos.

Existem também o grupo folclórico chamado Wesoly Dom (Casa Feliz em polonês), que mantém viva a tradição através de danças folclóricas polonesas com participantes de diversas etnias, na linguagem universal da dança e da música. Na conhecida chácara dos Soczek, família tradicional do município, localizada próxima ao centro da cidade, ocorrem anualmente as festas do Pierogi (pastel cozido polonês), da Vodka e da Cerveja (Piwofest), assim como as festas promovidas na colônias polonesas da cidade, atraindo descendentes eslavos e diversas outras pessoas a conhecer um pouco mais da cultura polaca.

 

Localização e acesso

Integrado à Região Metropolitana de Curitiba, no primeiro planalto paranaense, ocupa uma área de 460,85 km², situa-se a 857 m do nível do mar. Situada às margens do Rio Iguaçu, é cortada pela BR-476, a Rodovia do Xisto, via de interligação da Região Sudoeste do País. Está a 27 km do centro de Curitiba.

Com a implantação da REPAR (Refinaria Presidente Getúlio Vargas), da Petrobrás, na década de 1970, a cidade começou a sofrer influências do desenvolvimento industrial, servindo de sede a novas indústrias, com geração de empregos e o deslocamento de trabalhadores da área rural para a urbana.

Adapta-se ao processo de industrialização, mantendo suas características agrícolas, o que a torna um importante pólo agro-industrial.

Abriga, na divisa com os municípios de Curitiba e Campo Largo a represa do Rio Passaúna, que abastece de água a região da capital paranaense.

Atualmente Araucária passa por um processo de aumento de sua população devido ao efetivo contratado nas obras de ampliação da REPAR, com mais de 20.000 pessoas contratadas para essas obras, Araucária acaba abrigando significada parcela destes trabalhadores, oriundos de diversas regiões do Brasil, mas principalmente o Nordeste e o estado da Bahia. Este incremento na população, tem sido alvo de constantes críticas e por vezes associado ao aumento da violência e índices de criminalidade registrados no Municipio atualmente.

 

Divisão territorial

Como Araucária é um município bastante extenso territorialmente, está dividido em bairros grandes e estes divididos em loteamentos. A área urbana representa cerca de um terço do território municipal.

Os bairros localizados na área urbana são: Centro, Iguaçú, Fazenda Velha, Costeira, Campina da Barra, Tindiqüera, Barigüi, Porto das Laranjeiras, Boqueirão, Sabiá, Capela Velha, Chapada, Vila Nova, Estação, Cachoeira, Passaúna, São Miguel (parcialmente rural) e Thomaz Coelho.

Na zona rural estão localizados: Bela Vista, Colônia Melado, Mato Dentro, Boa Vista, Espigão Alto, Onças, Botiatuva, Faxinal, Palmital, Campestre, Faxinal do Tanque, Ponzal Campinas das Palmeiras, Fazendinha, Rio Abaixinho, Campina das Pedras, Formigueiro, Rio Abaixo, Campina dos Martins, Fundo do Campo, Rio Verde Abaixo, Campo Redondo, Guajuvira de Cima, Rio Verde Acima, Campo Tomáz, Ipiranga, Roça Nova, Camundá, Lagoa Grande, Roça Velha, Capinzal, Lagoa Suja, São Sebastião, Capoeira Grande, Lavra, Taquarova, Colônia Cristina, Mato Branco, Tietê e Guajuvira (distrito com status de sub-prefeitura).

 

Turismo – Fonte: J.M. Cordeiro

Aldeia da Solidariedade – A aldeia é constituída por edificações centenárias, construídas em madeira e de forma rudimentar, pelos imigrantes poloneses. Elas foram transferidas das colônias de Thomaz Coelho, Roça Velha e Roça Nova, para o Parque Cachoeira. As casas contam com chiqueiro, paiol e picador de palha. Está localizada no Parque Cachoeira, na Rua Ceará, 65. Aberta a visitação de segunda a sexta-feira, das 08:00h às 12:00h e das 13:30 às 17:30h. Aos sábados e domingos, das 10:00h às 17:00h, horário em que o parque está aberto, pode-se observar as casa externamente. Informações pelo fone (41) 3901-5105.

Capela de Nossa Senhora das Dores – Construção concluída em 1886, por Walter Joslin. Em 1941 um incêndio a destruiu. Dom Ático Eusébio da Rocha, Arcebispo de Curitiba,  autorizou sua restauração, que foi concluída em 1942. Visitação nos horários de missa ou agendada pelo fone (41) 3643-3349.

Carvalho Histórico – Árvore de grande porte, cuja semente foi trazida pelos poloneses na época da imigração, e plantado onde hoje se localiza o centro da cidade. Está localizado em área da Prefeitura, onde funciona a Secretaria Municipal de Agricultura, na Rua Júlio Szymanski, 72.

Casa do Artesanato – Casa construída em 1887 em arquitetura típica polonesa da época da imigração. Estava na colônia Roça Nova, até ser desmontada e reconstruída onde está. Consta que seu primeiro proprietário foi Antônio Duran. Posteriormente foi adquirida pela Petrobrás onde ficou instalada até novembro de 2001, quando foi doada a Prefeitura para abrigar a Casa do Artesão. É o local onde os artesãos expõem e comercializam as peças de sua criatividade artesanal. Localiza-se no Parque Cachoeira e está aberta de segunda a sexta-feira das 08:00h às 12:00h e das 13:30 às 17:30h. Sábados, domingos e feriados das 10:00h às 17:00h. Informações pelo fone (41) 3552-3211.

Casa Betânia – Foi a Congregação Vicentina, que edificou a casa em 1912. Tinha como finalidade uma escola para o ensino básico, e promover cursos de tricô, crochê, arte culinária, corte e costura além da catequese. A casa passou por reformas e foi ampliada, passando a ser uma casa-lar para as Irmãs idosas. Atualmente é mantida pela Associação Luiza Marilac (antigo Instituto São Vicente), e as irmãs se dedicam ao trabalho de transformação de alimentos. Os produtos são comercializados sob a forma de geléias, compotas, sucos, licores e conservas. As visitas devem ser agendadas pelos fones (41) 3643-1240 e 3643-3077.

Casa da Cultura – Construída em 1895, foi Casa Paroquial. Adquirida pela prefeitura municipal, foi restaurada em 1991, e atualmente vem passando por outro processo de restauração. Foi tombada pelo Decreto Municipal 2.582/81. Localiza-se na Praça Vicente Machado, 258.

Casa do Cavalo Baio – Edificada em 1870 para a família Suckow pelo construtor Walter Joslin. Foi o ponto comercial por muito tempo, que proporcionava o encontro entre os colonos e comerciantes, que vinham de carroças e tropas para trocar mercadorias. Em 1943, a família Chavert adquiriu a propriedade. Chama-se Casa do Cavalo Baio, porque a família possuía uma tropa, que ficava do lado de fora da casa, e um deles, se destacava por seu porte e beleza, era o cavalo baio, que passou a ser a referência do lugar. Está localizada na Av. Victor do Amaral, 857.

Igreja de Nossa Senhora dos Remédios – A primeira capela construída em Tindiqüera foi em 1837. Com a mudança do curato de Tindiqüera, para o local onde estava localizada a “Capela de Nossa Senhora dos Remédios do Yguassu”, em 1855 foi elevada à paróquia. Foi na gestão do Padre José Anusz, que em 1903 foi concluída a reconstrução da capela. Está localizada na Praça Vicente Machado – Centro. Aberta a visitação das 08:00h às 12:00H e das 13:00h às 16:00h diariamente. – Informações fone (41) 3642-1291

Igreja de São Miguel – Inicialmente uma capela, construída em 1882, no lugar denominado “Campina dos Ausentes”, em terreno doado por Aleixo Trauczynski. No dia 10 de dezembro de 1884, recebeu a igrejinha a visita da Princesa Izabel, que em seu diário disse: “… a capela é muito bonitinha, mas horrivelmente pequena para os 3.000 colonos de Thomaz Coelho”. Em 1888, a capela foi reformada às custas dos próprios colonos, e em 09 de setembro de 1898 foi criado o curato de Thomaz Coelho, tendo como sede a Capela de São Miguel. Passou por várias restaurações e as portas e janelas testemunham o gosto pelo neogótico. Está localizada em São Miguel – na Rua Boleslau Bayer, em frente a casa Betânia. O meio de acesso é a Avenida das Araucárias, passando pela Avenida Centenário. Visitação nos horários de missa, ou agendar com as irmãs da casa Betânia pelo fone (41) 3643-1240.

Museu Tingüi-Cuera – Está instalado onde era a antiga indústria de massa de tomate e farinha de milho da família Torres. Seu acervo reúne objetos de trabalho do dia-a-dia dos colonos. Possui sala de reserva técnica, Auditório Júlio Grabowski e Arquivo Histórico Municipal Archelau de Almeida Torres. Localiza-se na Rua Ceará, 65 – Parque Cachoeira. Está aberto para visitação as segunda-feira das 13:30 às 17:30h, de terça à sexta-feira das 08:00h às 12:00h e das 13:30 às 17:30h. Sábados, domingos e feriados das 10:00h às 17:00h. Para informações fone (41) 3901-5037.

Parque Cachoeira – Foi criado em 1982, possui mata nativa, um lago e ribeirão. Para os que gostam de um contato com a natureza é um lugar ideal para se visitar. No parque há quiosques e churrasqueiras, que nos finais de semana recebem grande visitação. Aberto diariamente das 08:00 às 17:30. Localiza-se na Rua Ceará, 65 – Jardim Iguaçu – o acesso é pela Avenida Archelau de Almeida Torres. Informações (41) 3901-5037.

Parque das Pontes – Foi criado após a restauração das antigas pontes metálicas, com a intenção de integrar a história com a mata nativa existente. As pontes foram construídas entre 1912 e 1915, e substituíram as de madeira. Foi pelas pontes de madeira, que o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz passaram em viagem de volta da Lapa com destino à Curitiba, passando pela Freguesia do Iguassú, antigo nome de Araucária. A partir deste fato, ficou conhecida como “Estrada do Imperador”. Localiza-se no prolongamento da Rua Benjamim Constant.

Parque Romão Wachowicz – Foi criado para preservar a memória da imigração polonesa. O inicio da colonização deu-se em Thomaz Coelho, que foi a maior colônia de imigrantes poloneses da região de Curitiba. Fundada por Lamenha Lins em 1876, para abastecer a capital de produtos agrícolas. No local encontra-se a Capelinha de São Miguel, construída em 1894 pelo imigrante polonês Miguel Gurski em seu terreno particular, e o Memorial da Colonização Polonesa, com um mirante para a Barragem do Passaúna. Um bosque, um pomar, um anfiteatro e uma trilha que contorna o parque completam o ambiente. O Memorial é uma homenagem à colônia, que foi tão próspera e que hoje, dá lugar a Barragem do Passaúna, onde 179 propriedades de terras férteis foram alagadas. Está localizado na Avenida Centenário, 1105, no Bairro de São Miguel. Visitação de terça à sexta-feira das 08:00h às 12:00h e das 13:30 às 17:30. Sábados, domingos e feriados das 10:00h às 17:00h. Informações fone (41) 3643-7233.

Portal Polônico – O portal mostra as duas fases da arquitetura do imigrante polonês. É uma combinação dos elementos da casa de troncos da segunda metade do século XIX, e da casa de tábuas de pinheiros com seus lambrequins. Está localizado na Avenida das Araucárias, no bairro Barigui.