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Araucária incentiva o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses

Amamentar é um ato simples que traz inúmeros benefícios para o bebê e para a mãe. O município de Araucária tem um trabalho de incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade da criança. Desde o atendimento de pré-natal, os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde orientam as gestantes e os futuros pais sobre a importância da amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ato de amamentar pode reduzir em 13% a incidência de mortalidade infantil.

Seja nos grupos de orientação a gestantes realizados em algumas unidades básicas ou no atendimento de cada situação, o casal pode contar com todos os esclarecimentos para a chegada do bebê com muita saúde. A amamentação é um dos temas principais abordados nos atendimentos de pré-natal e pós-parto. Com uso de boneca, os profissionais orientam sobre a demonstração de pega correta, cuidados com a postura correta da mãe e também práticas de higiene neste período.

Uma formação realizada em 2016 na rede municipal de Saúde levou a 85% dos funcionários das unidades conteúdos para aumentar o índice de aleitamento materno exclusivo, sobre aleitamento complementar, introdução à alimentação no período correto, entre outros temas. As gestantes que apresentam condições de alto risco (hipertensão, diabetes entre outras doenças) contam com um atendimento específico na Clínica da Mulher e do Idoso de Araucária. No fim da gestação, as futuras mães ainda podem participar de uma visita monitorada ao Hospital Municipal de Araucária onde conhecem a estrutura disponível e recebem as orientações para o parto.

E esses cuidados são levados a sério pelos casais que participam do grupo de gestantes em situação de risco do Centro de Saúde da Mulher e do Idoso, como no caso de Anderson dos Santos e Clara Carvalho. “A amamentação é importante pela saúde do bebê. Pelas proteínas que tem no leite materno e que não tem no leite em pó”, contou Anderson. Além dos benefícios para o recém-nascido, o grupo trata de tranquilizar as futuras mães sobre os possíveis riscos da amamentação. “As palestras nos ajudam a perder o medo de possíveis rachaduras no peito por conta da amamentação”, afirma Clara.

Participação do pai – A participação do futuro pai no incentivo à amamentação é uma das práticas mais incentivadas. Além do direito de participar dos atendimentos desde o pré-natal ao parto, o futuro pai também pode contribuir para a melhor amamentação de seu filho ao dividir tarefas em casa, ao dar apoio para que a mulher fique em uma posição correta e confortável para amamentar, ao incentivar a hidratação da mãe que amamenta, dar apoio psicológico e compreender o ciclo de amamentação. O homem também é convidado a participar do planejamento reprodutivo a fim de ajudar a escolher os métodos para planejar a família.

Leite – Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não existe “leite fraco”. O leite materno contém todos os ingredientes necessários ao bebê. Além disso, é de fácil digestão, reforça as defesas naturais do bebê e reduz o risco de otites (infecção no ouvido), meningites, alergias, obesidade, vômitos e diarreias. Há estudos que relacionam a amamentação a um maior poder de cognição (aprendizagem) e até de renda no futuro. A amamentação promove também maior vínculo afetivo entre mãe e bebê. Uma orientação importante é que o bebê esgote o leite de uma mama (antes de pegar a outra) para aproveitar de todos os nutrientes.

Para a mãe, a amamentação tem custo zero, queima calorias, ajuda no emagrecimento pós-parto, previne e combate a depressão pós-parto, reduz a ansiedade, reduz risco de cancro do ovário e da mama, osteoporose e anemia.

Licença – A lei federal 11.770/2008 instituiu o programa Empresa Cidadã que prorrogou em 60 dias a licença maternidade (total de 180 dias) e em mais 15 dias a licença paternidade (20 dias no total) para empregados de empresas que atendem os requisitos. Nas empresas não participantes, a licença maternidade é de 120 dias e de paternidade 5 dias. A ampliação das licenças visa, entre outros benefícios, ampliar o incentivo à amamentação

A OMS tem como meta até 2025 aumentar até 50% a taxa de aleitamento materno. Juntas, OMS e Unicef, estimam que cerca de 6 milhões de crianças são salvas por ano no mundo todo graças ao aleitamento materno.

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